Bed Legs

Um autêntico diário. Música embebida, entornada e enrolada em melodias que despertam a maior das emoções e sensações, numa roda-viva que brota vivências por todos os lados.É assim com Bed Legs. Na verdade, não há meio-termo. Sempre no limite da navalha, do rasganço, perfilam-se na dianteira do mundano, do profano, e nãorejeitam atirar-se para um precipício melancólico, se assim tiver de ser. Assim se cozem algumas das linhas deste diário musical da banda composta por Fernando Fernandes (voz), Tiago Calçada (guitarra), Hélder Azevedo (baixo), David Costa (Bateria) e Leandro Araújo (teclas). O intenso cheiro a rock ‘n’ roll, deveras vivido e desejado, viaja de braço dado com essências sonoras de outras épocas, tudo majestosamente pincelado e abençoado pela orla do rhythm and blues. Neste “Bed Legs” ouvem-se melodias dechamamento à liberdade individual; revelam-se riffs da melhor classe stoner; há apelos à dança desenfreada; contam-se histórias de resiliência e de resistência; pede-se ajuda à alma gémea ou uma entidade superior; há uma vontade intrínseca de estradear, dobrar e desordenar. É viver e desejar ser vivido; é desejar e viver desejado. Gravado na Mobydick Records, por Budda Guedes, com o apoio do gnration, e masterizado por Frederico Cristiano “Fred”, neste registo espontâneo abundam a soltura dos teclados e do baixo, a riqueza dos ecos das guitarras e da bateria multi-ritualista; a revelação fica totalmente completa através da letra e voz, num delicioso frenesim que inebria o mais puro dos seres.

Grandfather's House

Grandfather’s House surge em meados de 2012, em Braga, como “one-man band” pelas mãosdo actual guitarrista Tiago Sampaio. Mais tarde, em 2013, a sua irmã, Rita Sampaio, junta-se à banda como vocalista e,em 2014 lançam o seu primeiro registo - o EP“Skeleton”. Após o lançamento, João Vitor Costeira adiciona bateria à banda finalizando a sua formação, com Rita Sampaio ainda nos sintetizadores. Na promoção deste percorrem Portugal, juntamente com uma tour na Galiza (Espanha), destacando-se presença em vários festivais: Festival Vodafone Paredes de Coura, Festival Avante, Noites Ritual e Indie Music Fest. Em Março de 2016 é editado o primeiro longa-duração da banda - “Slow Move” -, com uma sonoridade marcadamente mais “pop” e “synth-pop” - contrastante com o “blues”do primeiro EP - tendo sido aclamados pelo público e pela crítica. Com este atravessaram o país para mais de 100 concertos - incluindo o Festival Vodafone Paredes de Coura 2016 - e, internacionalmente actuando no Festival SZIGET em Budapeste e realizando uma tour europeia que contou com 13concertos espalhados por 6 países (Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Áustria e Portugal). Em finais de 2017 editam o seu terceiro registo “Diving”, fruto de uma residência artística no espaço “GNRation” (Braga), contando com vários convidados como Adolfo Luxúria Canibal (voz), Mário Afonso (saxofone) e Nuno Gonçalves (teclados), sendo que este último acompanha actualmente a banda. Para além deinúmeros concertos dados pelo território nacional, realizaram já uma segunda tour por Espanha e França.Entretanto, João Vitor Costeira deixa de pertencer à formação, entrando Ana João Oliveira para a bateria. Com o início de 2018, “Diving” foi considerado por inúmeros mediaum dos melhores álbuns do ano 2017 - destacando-se aqui a página e revista BLITZ, naqual foi considerado o 2º melhor álbum português para os leitores.

Quadra

Os QUADRA, projeto instrumental formado por Sérgio Alves (baixo), Gonçalo Carneiro (guitarra), Hugo Couto (bateria), Sílvio Ren (guitarra) e Lucas Palmeira (sintetizadores) editaram em Abrilo seu primeiro disco de estúdio, “Cacau", a dar seguimento ao EP homónimo que os fez tornar uma banda nacional revelação de 2017. QUADRA é um local imaginário onde a convergência de estilos musicais e a flexibilidade de fórmulas de construção musical são o combustível perfeito de uma sonoridade intensa, vibrante, poderosa e muitas vezes capaz de transformar qualquer ouvinte num inesperado bailarino

NyX Kaos

O projeto surgiu da necessidade de testar a combinação de universos musicais distanciados entre si no tempo, explorando novas texturas e frequências eletroacústicas. Assim, NyX é uma banda de música clássica e contemporânea que recicla temas e estórias do passado – desde o Renascimento até ao século XX – dando-lhes roupagens sonoras atuais. Os temas clássicos são revistos segundo a perspetiva do diálogo do piano com a electrónica, trazendo-os assim para o presente e projetando-os no futuro. NyX estreou-se com a apresentação do espetáculo Mnemósine em novembro de 2011, no Mosteiro de Tibães. Mnemósine foi um espetáculo comemorativo dos 10 anos do Colectivo O Cão Danado. Num percurso musicado através do belíssimo Mosteiro de São Martinho de Tibães, foram evocados espetáculos e criações do coletivo. Em Junho de 2014 atuaram no palco principal das festividades da Sexta-feira 13 em Montalegre, onde apresentaram o conto musicado “Hansel & Gretel”, dos irmãos Grimm, que abriu o seu concerto para 30000 pessoas. Atualmente as apresentações estão a pautar-se por ambientes mutantes de vários universos musicais em que o público pode esperar o improvável.

Travo

Vindos de Braga chegam os Travo, uma banda que se caracteriza por uma sonoridade única, composta por camadas e camadas de texturas espaciais e psicadélicas. Os delays ora alegres ora sombrios, destacam-se na voz e nas guitarras, conduzindo os ouvintes a um estado de transe interestelar. É altamente aconselhável subir a bordo do seu ultimo EP, homónimo do studio onde foi gravado, onde todos estes aspetos estão altamente documentados. Felipe e Juliana, a viver em Braga há uns anos e a investigar na Universidade do Minho fazem couvers de cantigas de intervenção portuguesas e brasileiras Catarina Silva e Juliana Ramalho, duas vozes que se juntam pelos cantares de gentes antigas. É nas músicas mais simples, que nos cantaram os nossos pais e avós, que temos muito da nossa história e cultura. É nelas que encontramos a laboura que matou fomes, os amores para sempre, a guerra e a saudade... O repertório tradicional português é assim recolhido e transportado para a novidade dos dias de hoje. NINAR é o mais recente projeto destas vozes - uma recolha de canções de embalar de outros tempos.

Felipe e Juliana

A dupla brasileira, radicada em Braga, interpreta MBP, Zeca Afonso e música de intervenção

IPUM

Sediada em Braga e com um espírito jovem, a iPUM privilegia os instrumentos tradicionais do Minho como bombos, timbalões e caixas. As gaitas-de-foles também têm vindo a adquirir uma participação essencial nos espectáculos do grupo, juntamente com as danças tradicionais europeias e com as artes circenses. Apesar de ser uma recente associação cultural de estudantes da Universidade do Minho, a iPUM conta já com uma vasta experiência em actuações nos cantos mais pitorescos de Portugal e além fronteiras. Desde a sua fundação em Julho de 2008, a iPUM marcou já presença no maior festival de percussão do país – “Portugal a Rufar” –, em alguns dos mais importantes festivais folk do país e em diversas arruadas, festas e romarias portuguesas. Dada a sua versatilidade, a iPUM encontra-se capaz de assegurar, além de espectáculos de palco, desfiles de rua, adequando a sua sonoridade aos mais variados contextos.